Avaliação da compartimentalização da PTEN na neurogênese e plasticidade sináptica influenciadas por fatores ambientais

Avaliação da compartimentalização da PTEN na neurogênese e plasticidade sináptica influenciadas por fatores ambientais

Estudos sugerem que não somente fatores genéticos, mas também ambientais podem influenciar aspectos como neurogênese e plasticidade sináptica. Entender os mecanismos pelos quais isso ocorre pode trazer benefícios no tratamento ou até mesmo na prevenção de doenças relacionadas ao sistema nervoso central (SNC), por exemplo, a restrição dietética e o exercício físico tem demonstrado exercer efeitos benéficos em processos associados ao envelhecimento e doenças como diabetes, cardiovasculares, neurodegenerativas, dentre outras. A PTEN (Phosphatase and tensin homolog on chromosome ten) é mais conhecida como supressor de tumor com funções relacionadas ou não a sua atividade de fosfatase. Estudos tem se concentrado em investigar mecanismos da PTEN associados a tumorigênese. No entanto, devido as características abrangentes desta fosfatase podendo influenciar a proliferação, sobrevivência e migração celular, a PTEN também está envolvida na neurogênese e provavelmente atuando na plasticidade sináptica. A sua localização pode ser tanto citosólica quanto nuclear, mas sua função no núcleo ainda é pouco entendida. Este projeto visa estudar os efeitos da PTEN em diferentes compartimentos celulares (citoplasma/núcleo) na neurogênese e na plasticidade sináptica influenciados por fatores ambientais como dieta intermitente e exercício físico no hipocampo de camundongos knockouts condicionados da PTEN. Os resultados deste estudo podem contribuir para o melhor entendimento de vias ou mecanismos de sinalização direta ou indiretamente envolvidas com a neurogênese e a plasticidade sináptica, o que pode auxiliar na busca de novas abordagens para o tratamento de doenças associadas a deleção ou mutação no gene da PTEN como acontece em alguns tumores, e possivelmente em doenças relacionadas ao SNC.

Segundo Elisa Kawamoto, um dos desafios da ciência é descobrir o que há de diferente no cérebro de quem envelhece sadiamente e daquele que desenvolve uma doença degenerativa. Foto: Francisco Emolo

Segundo Elisa Kawamoto, um dos desafios da ciência é descobrir o que há de diferente no cérebro de quem envelhece sadiamente e daquele que desenvolve uma doença degenerativa. Foto: Francisco Emolo