Avaliação do papel modulador da Ouabaína

Avaliação do papel modulador da Ouabaína

Avaliação do papel modulador da ouabaína no eixo hipotalâmico-pituitário-adrenal em ratos submetidos ao estresse crônico imprevisível

Descrição: A Ouabaína (OUA) é um glicosídeo cardiotônico esteroidal classicamente conhecido por inibir a proteína de membrana, Na+/K+-ATPase. Este digitálico pode ser encontrado no plasma humano, sendo produzido pela adrenal, hipotálamo, hipófise e na região anteroventral do terceiro ventrículo (AV3V). Vários eventos fisiológicos e patológicos podem interferir nos níveis endógenos da OUA, sua síntese pode ser modificada de acordo com o estado fisiológico do organismo, onde níveis elevados deste digitálico foram encontrados em pacientes hipertensos, assim como em diferentes modelos de ratos com hipertensão. Além disso, tem sido demonstrada a participação da OUA na resposta do organismo ao estresse agudo, onde o exercício físico é capaz de aumentar seus níveis em ratos, cachorros e seres humanos minutos após o início da atividade física. O estresse tem sido definido biologicamente como diversas alterações fisiológicas, incluindo desequilíbrios homeostáticos e ativação do eixo hipotálamo-pituitária-adrenal (HPA). Durante o estresse, o hormônio liberador de corticotrofina (CRH) ativa o eixo HPA estimulando a liberação de hormônio adrenocorticotrófico (ACTH) pela hipófase. O ACTH, em seguida, age em receptores no córtex da glândula adrenal para estimular a síntese e liberação de glicocorticóides. Um sistema de retroalimentação negativo proeminente atua para inibir a produção de CRH a partir do hipotálamo. As mudanças em curto prazo que ocorrem no eixo HPA, preparam o organismo para enfrentar diferentes estímulos ambientais. No entanto, sua ativação crônica afeta a saúde, tornando o indivíduo mais suscetível a infecções, tumores, hipertensão, ataque cardíaco, acidente vascular cerebral, auto-imunidade e psicopatologias. Estudos mostram que a OUA interfere no transporte do CRH para a circulação sistêmia e que esse digitálico é liberado em momentos diferentes da corticosterona durante o estresse agudo, indicando assim, um possível papel rugulador para a OUA durante sintuações de estresse. Apesar destes resultados relacionando a participação da OUA durante o estresse agudo, não existe dados na literatura sobre sua participação no estresse crônico. Diante disso, este trabalho busca investigar o efeito molecular do tratamento crônico com ouabaína no eixo HPA de ratos expostos ao estresse crônico imprevisível. A compreensão dos mecanismos envolvidos na modulação do estresse crônico na presença de OUA irá revelar dados inéditos que permitirão esclarecer o papel regulador da OUA, que é liberada durante o estresse, podendo assim contribuir para um melhor entendimento dos mecanismos reguladores da resposta ao estresse, que tem sido associado a diversas doenças na sociedade moderna. .
Situação: Em andamento.
Natureza: Pesquisa.